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Fofoca pode prejudicar trabalho, mas também desempenha papel social

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Participar ou ser vítima de fofocas no trabalho é prejudicial para reputação de qualquer profissional e pode comprometer sua carreira. Pesquisa realizada com mais de 1.500 empregados de todo o mundo apontou que para três em cada cinco trabalhadores, a fofoca é um dos aspectos mais prejudiciais do trabalho. Mas apenas 8% deles se queixam sobre esse costume de forma aberta.

Segundo um estudo feito por uma empresa de consultoria espanhola, os boatos figuram como um dos fatores mais desmotivacionais no ambiente de trabalho, acima de salários baixos e falta de reconhecimento. A pesquisa revelou que a fofoca é um costume comum tanto para homens e mulheres. Os principais tópicos comentados são aspectos profissionais, como erros ou incompetência, e questões pessoais, como fracasso conjugal e aparência física.
 
Os rumores começam, normalmente, a partir de erros mínimos cometidos pela vítima e também de mentiras feitas pelos formadores de opinião dentro do escritório. Uma vez que surge, o comentário se desenvolve como uma bola de neve.
 
Especialistas dizem que a melhor maneira de lidar com esse problema é fazer uma “confrontação diplomática” e decidir enfrentar pessoalmente o agressor ou causador da fofoca. Os resultados da pesquisa mostram que apenas 34% dos entrevistados estavam dispostos a tomar essa atitude.

Para que essa iniciativa funcione, é necessário que seja feita de maneira inteligente e delicada. Além disso, assim que perceber comportamentos, comentários ou reações estranhas entre seus colegas, a pessoa deve procurar agir, antes que o boato corra para níveis superiores e denigra a imagem frente a chefes e gerentes, sendo mais difícil de resolver.


O outro lado da moeda

Apesar disso, segundo o psicólogo social Robb Willer, co-autor do estudo publicado na edição online da revista Journal of Personalidade e Psicologia Social, a fofoca desempenha um papel crítico na manutenção da ordem social. O estudo também revelou que a fofoca pode ser terapêutica.

O desejo de alertar as pessoas sobre um suposto boato era tão forte que os participantes do estudo sentiam-se bem após contar para o indivíduo o que estavam falando sobre ele. Globalmente, os resultados indicam que as pessoas não precisam se sentir mal por revelar os vícios dos outros, especialmente se ele este ato ajuda a salvar alguém de exploração, dizem os pesquisadores.

O estudo defendeu as fofocas "pró-sociais" que tem a função de advertência sobre as outras pessoas não confiáveis ou desonestas.

Os resultados dos experimentos mostram que quando observamos alguém se comportar de forma imoral ficamos frustrados, mas ser capaz de passar esta informação a outras pessoas que poderiam ser ajudados nos faz sentir melhor.

* Com informações do Universia Brasil

 

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