“Todos nós somos anônimos”.“É relativamente simples entender a mente desses criminosos, eles querem dinheiro e nada mais. A indústria do cibercrime movimenta milhões de dólares. Não há qualquer outra lógica ou motivação por trás dos ataques. Já grupos hacktivistas como Anonymous e LulzSec têm outras razões para promover esses ataques, como as de cunho político, por exemplo. Eles não querem dinheiro. Já nos governos, uma parte importante dessas invasões está ligada à questão de espionagem, muitas delas atribuídas à China”, alerta.
Na visão de Mikko, este é um problema muito maior, que vai além da questão da segurança. “Essa é uma geração que cresceu sem saber o que foi o período anterior à internet. Eles pensam em formas de protesto de uma forma diferente da que pensamos. Para eles não há diferença entre protestar em frente à sede de uma empresa ou derrubar o site dela. Claro que uma dessas ações é um ato criminoso, mas eles parecem não se importar”, explica.
Outro ponto observado é a transformação desses grupos em marcas associadas ao crime online. O Anonymous se parece com uma ameba, está sempre alterando sua forma, com diferentes operações sendo executadas por diferentes pessoas no mundo, sem qualquer relação umas com as outras, mas usando uma mesma marca, assim como acontece com a Al-Qaeda. Eles se transformaram em uma marca, nada mais. Qualquer um pode promover um ataque e creditar ao Anonymous e não haverá ninguém para contestar. Como eles mesmos dizem, “todos nós somos anônimos”.
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