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Um notebook resistente, mas muito caro

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Qual sua profissão? Um militar de campanha? Um geólogo que passa mais tempo no campo que em uma mesa de escritório? Um engenheiro que precisa ficar online enquanto vai visitar uma obra? Pois bem, se a sua resposta foi sim a uma dessas perguntas, então o Toughbook 31, da Panasonic, pode ser a resposta para os seus problemas. Da mesma forma, se você for apenas descuidado, então ele pode ser uma mão na roda.

Resistente a quedas de até 1,8 metros, vibrações, poeira, chuva, altitude, congelamento, altas ou baixas temperaturas e gases explosivos - pelo menos é o que a Panasonic promete - esse é o computador ideal para situações extremas e seu "corpo prateado" deixa isso bem claro.

Assim que abrimos a caixa, uma "maleta", daquelas que costumamos ver em filmes de espionagem, aparece. O gabinete, feito em liga de magnésio e com alça para o transporte, chama a atenção e rende brincadeiras do tipo "só falta a algema para brincar de espião", mas deixando isso de lado, o equipamento é robusto, e muito pesado - pesa quase 4 quilos.

A configuração poderia ser melhor, até pelo seu alto preço. O notebook vem com processador Intel Core i5, Windows 7, 2 GB de memória, placa de vídeo ATI Radeon HD5650 e sua tela é sensível ao toque. Seu HD também poderia ser melhor, apenas 250 Gb, mas conta com desengate rapido e amortecedores. Não vem com leitor/gravador de DVD. Sua nota no Windows Experience ficou em 3.9, a mais baixa do sistema. Ou seja, desabilite rapidamente o Aero se quiser trabalhar em paz.

A Panasonic afirma que sua bateria dura ate cinco horas de uso continuo. Em nossa avaliação, ele ficou um tanto longe disso e, em pouco mais de duas horas, pediu arrego.

O notebook também não e generoso com suas conexões. Ele tem apenas uma entrada HDMI, VGA e quatro entradas USB. Todas protegidas por pequenas portas com trava, difíceis de abrir, mas que garantem a integridade das peças no caso de queda, água, etc.

Duro na queda
E, é claro, testamos o "brinquedo". Ele caiu de uma altura próxima a 1,8 metros, passou cinco horas no congelador, tomou banho em uma fonte e... bom, não fomos até uma sauna para ver se ele aguentava o calor e o cheiro de suor, mas, como ele se deu bem nos outros testes, acreditamos na palavra da Panasonic de que o equipamento funciona perfeitamente em altas temperaturas.

Se o Toughbook passou nestes testes de durabilidade, nos de usabilidade ele não se deu tão bem assim. Seu teclado é pequeno e  ruim para quem tem mãos grandes, além de não ser o modelo ideal para se usar no colo. O touch pad é ainda pior, obrigando o usuário a colocar uma pressão bem acima do normal, quando comparamos a outros notes, para que ele aceite nossos comandos. O mesmo acontece com a tela sensível ao toque, que também exige força extra para que selecionemos alguma coisa.

O note funcionou bem para tarefas cotidianas. Vídeos em alta definição rodaram sem problemas e a ultima versão do Photoshop também não decepcionou. Já para os games as coisas não foram tão boas. Para conseguirmos rodar o Fifa 2011, tivemos que desabilitar algumas funções do game, diminuindo os efeitos, o que é estranho, já que sua placa de vídeo deveria garantir a qualidade do game sem engasgos . Sentimos falta, ainda, de um teclado no padrão brasileiro. É um tanto irritante ficar procurando acentos, cedilhas, etc.

Na média, o Toughbook 31 é um bom notebook, mas extremamente específico para um determinado público. Se pensarmos em sua resistência, indispensável para alguns profissionais, mas não para o usuário comum. Se, ainda assim, você se interessou, e bom guardar uma graninha. O modelo que testamos, custa cerca de R$ 18 mil.