Evolucionários

O Código vale para todos - Roberto Augusto Castellanos Pfeiffer
Seg, 19 de Julho de 2010 13:29

É DIFÍCIL ESCOLHER o que priorizar entre o repertório acadêmico e o rol de cargos importantes quando contamos a história de ROBERTO AUGUSTO CASTELLANOS PFEIFFER. Seu currículo revela um daqueles notáveis casos em que a dedicação científica se traduz em prática profissional efetiva.
Diretor-executivo da Fundação Procon do Estado de São Paulo pela segunda vez, ele é também professor da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas , leciona em cursos de especialização de duas universidades e, desde 2007, trabalha em sua tese de doutorado. Somam-se à carreira acadêmica suas experiências como assessor de ministro do Supremo Tribunal Federal, consultor jurídico do Ministério da Justiça e conselheiro do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Pfeiffer apresenta os três principais pontos de atenção do Procon–SP: as empresas são responsáveis pelos problemas causados a seus clientes e devem resolvê-los; questões de segurança e saúde do consumidor (recalls, lei antifumo) e a aplicação do Código de Defesa do Consumidor nos setores econômicos que possuem regulamentações específicas.
Roberto Pfeiffer aponta os anos seguintes à promulgação do Código de Defesa do Consumidor como o momento de consolidação dos órgãos administrativos de proteção ao consumidor . “Também vimos a adaptação do Ministério Público, uma resposta positiva do Poder Judiciário, farta produção acadêmica e aceitação por parte da população”.
Acredita ainda que o um dos anos 90 foi um momento de contestação em que empresas, principalmente as de setores regulados da economia, como financeiro, telecomunicações e energia, buscaram brechas legais para descumprir o código. “Houve um declínio na qualidade do atendimento ao cliente”, acrescenta.
Diante desse quadro, o Procon–SP encontra-se em fase de reformulação de suas estratégias para defender a aplicação do código a todos os setores econômicos. “Ganhamos novas atribuições”, diz Pfeiffer, para quem o trabalho do órgão está sempre em uma perspectiva coletiva.
Juros Justos - Leonardo Bessa
Ter, 25 de Maio de 2010 12:56
LEONARDO BESSA queria mudar o mundo. Ou pelo menos fazer a sua parte, e os juros do cheque especial sempre lhe pareceram algo injusto. Ele é promotor de Justiça no Ministério Público do Distrito Federal e atual presidente do Brasilcon (Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor). Antes de Bessa assumir o cargo, não havia proteção para o consumidor.
Dívidas acumuladas com juros sempre foram uma ameaça ao direito do consumidor, que pode sofrer o famoso efeito bola de neve que aumenta e afunda sua conta bancária. Para os bancos não era obrigatório atender ao Código de Defesa do Consumidor. Aplicavam as taxas de acordo com o que bem entendiam.
O hoje promotor nasceu para a advocacia na mesma época em que o Código de Defesa do Consumidor nasceu para o brasileiro. Brotava ali uma paixão no recém-formado em direito. Enxergava na promotoria o lugar certo para cumprir o objetivo. As comemorações em torno da conquista do consumidor o deixaram ainda mais certo sobre a trajetória que seguiria. Em 1995, passou a fazer parte do setor responsável pelos direitos do consumidor na promotoria da capital federal.
Ao longo da jornada na presidência, Bessa convidou ainda mais empresas para participar do evento mais importante promovido pela instituição, o Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor. “Já existia essa iniciativa, mas eu z questão de reforçar, é importante ouvir o que o outro lado também tem para falar”, defende Bessa.
O promotor e a Brasilcon queriam de qualquer forma fazer valer a lei, queriam cortar o aumento abusivo dos juros, não justi cados. Com sede em Brasília (uma das conquistas de Bessa) o Brasilcon tem grande influência política. Mas daquela vez a missão era difícil, teriam de convencer o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a importância em aplicar às leis também às instituições nanceiras. Para isso, participaram de todas as sessões do julgamento no STF e visitaram todos os ministros para mostrar a importância em reverter o quadro.
Em junho de 2006, veio a vitória. A partir dessa data, todos os bancos seguiram o Código de Defesa do Consumidor. Os juros não podem estar muito longe da média de mercado e, se estiverem, o banco precisa justificar a diferença. A esse momento histórico, Bessa classifica como a grande ocasião de evolução do consumo nos últimos 15 anos. “E é um exemplo que se prolonga também para outras áreas”, a rma Bessa. “Foi um momento de afirmação do código.”
Entre a empresa e o cliente, o rádio - Heródoto Barbeiro
Ter, 04 de Maio de 2010 17:28
AO FUNDO, é possível ouvir a música-tema do filme “Batman”. Longe dali, em uma das lojas da rede Carrefour, um cliente percebe uma diferença entre o valor da etiqueta e o daquele cobrado na boca do caixa. Acionado, o gerente troca as etiquetas da estante por outras com o preço mais caro. O consumidor fotografa o momento e envia para a batcaverna, quer dizer, um dos estúdios da rádio CBN, onde a história chega às mãos de HERÓDOTO BARBEIRO.
É lá que o jornalista narra a saga do cliente para milhares de ouvintes. Formado em direito e história, Heródoto trabalhou durante anos como professor ensinando futuros jornalistas na Universidade de São Paulo. Aos 40 anos, migrou novamente para o fundo da sala e reaprendeu a ser aluno.
Já formado, na década de 90, junto com outros jornalistas, fundou a rádio CBN. Surgia uma nova proposta: levar jornalismo 24 horas por dia, em frequência FM às classes A e B.
Desde então, acorda mais cedo. Chega às 5h30 da manhã no prédio da rádio e, meia hora depois, começa a apresentar o “Jornal da CBN”. Permanece no ar até às 9h30 da manhã. Há pouco mais de cinco anos, deu vida ao “Mundo Corporativo”, programa de entrevistas focado em gestão. A ideia é aproximar a empresa de seus clientes por meio de discussões sobre atendimento, comunicação, relacionamento etc.
Cita o surgimento das redes sociais como o momento mais importante na evolução das relações de consumo nos últimos 15 anos. “Foi-se o tempo em que as empresas tinham o controle de seus clientes; qualquer um pode narrar suas experiências pela internet. As empresas ainda estão perdidas”, conta. Esse, aliás, é o tema de seu próximo livro.
A história do cliente da rede de varejo estimula Heródoto; falta de cidadania é seu alvo preferido. Segundo ele, o alicerce da cidade de Gothan City, a cidade de Batman e metáfora que usa para o que está errado no mercado. Quando testemunha ou recebe reclamações de casos emblemáticos aproveita todo o espaço que a rádio lhe proporciona. Não abre espaço para debater o Código do Consumidor. Apenas narra as frustrações de clientes. Segue ajudando na limpeza da Gothan City de São Paulo.
Máquina de vender (com ética) - Luiz Antônio Galebe
Seg, 19 de Abril de 2010 17:08

Luiz Antônio Galebe queria substituir a pausa para o lanche e banheiro por minutos de lazer. Desejava manter o telespectador ligado ao canal mesmo durante os intervalos comerciais. Entreter com propagandas. Em uma viagem aos Estados Unidos encontrou o formato que procurava: um programa de vendas na televisão. Precisava encontrar apoio e anunciantes.
Brilho nos pés do consumidor - Márcio Utsch
Ter, 13 de Abril de 2010 13:44
ELES CALÇAM QUALQUER BRASILEIRO. A façanha de criar produtos que sirvam ao gosto, bolso e olho de todos é algo extremamente incomum em qualquer lugar do mundo. E esta é uma das qualidades incomparáveis da ALPARGATAS.
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