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São Paulo banirá o uso de sacolas plásticas

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Os consumidores de Jundiaí e Belo Horizonte, as primeiras cidades a aderirem a esta nova medida, foram resistentes quanto ao projeto. Outros que também dividem esta opinião são os ambientalistas que afirmam que falta infraestrutura para a decomposição das sacolas biodegradáveis.

Em São Paulo, as redes varejistas, o governo e a Prefeitura da cidade se juntaram para tentar acabar com a resistência.

Para atrair a população será lançada uma campanha com propaganda na TV, e intervenção nas ruas, com sacolas retornáveis gigantes. Uma das grandes avenidas a receber a campanha será a Avenida Paulista, localizada na região central.

Outra maneira encontrada pelos supermercados será vender sacolas duráveis, que serão feitas por grifes brasileiras como Osklen e Cavalera e as biodegradáveis, das quais já foram compradas mais de cem milhões. O objetivo é fazer com que os consumidores mudem o hábito e substituam o plástico, vilão do meio ambiente, pela sacola de pano e não pela similar biodegradável.

A lei que proíbe o uso de sacolas plásticas em São Paulo foi derrubada na Justiça pelo sindicato da indústria do plástico que ameaça demitir seis mil pessoas. Esta indústria fatura R$ 1,1 bilhão.

As sacolas plásticas, que demoram mais de cem anos para se decompor, entopem bueiros, poluem mananciais e intoxicam animais que se alimentam deste material. As biodegradáveis fazem o mesmo mal, porém demoram cerca de dois anos pra decompor em aterros sanitários e cerca de seis meses em uma usina de compostagem.

Segundo João Sanzovo, diretor da Apas (Associação Paulista de Supermercado), "a sacolinha é uma comodidade para o supermercado. O fato de não ter uma indústria de compostagem não tira o mérito dessa iniciativa, que vai puxar outras." No Brasil, existem somente 300 indústrias deste tipo.

Com o fim da distribuição gratuita dos 2,4 bilhões de sacolas plásticas mensais, os supermercados economizarão R$ 72 milhões. Sanzovo conclui que a economia é desprezível perto dos gastos com propaganda, educação, coleta seletiva e treinamento de equipes.

Oficialmente, a campanha começará no dia 25 de janeiro e se espalhará por outras cidades do interior do Estado.

Consumidor pode sair perdendo

A falta de interesse do consumidor se deu pelo fato de que antes, as sacolas plásticas eram, teoricamente, gratuitas e agora saem por R$ 0,19. Este foi o principal argumento usado para que a lei fosse derrubada. Com isso aumentou o consumo de sacos de lixo.

Mas o que pouca gente sabe, é que o valor das sacolas já é embutido no preço das compras, com uma porcentagem fixa, portanto, é preciso atentar para não deixar que, mais uma vez, o consumidor saia perdendo.

* Com informações do CicloVivo
 

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