Falar inglês deixou de ser algo a mais há muito tempo e hoje é pré requisito essencial para qualquer profissional que quer se manter em voga no mercado. Mas na prática, no momento de desenvolver o conhecimento, fica claro o déficit na fluência de conversação e entendimento da língua pelos brasileiros.
O resultado de um teste feito em 76 países, com foco na análise no nível de conhecimento do dialeto norte-americana, mostrou que o Brasil ficou em penúltimo lugar, perdendo apenas para a Colômbia. A média mundial foi de 4.15, já a brasileira ficou em 2.95, o que nos deixa numa situação desfavorável. A pesquisa foi realizada pela Global English, escola de inglês online.
Muitos candidatos mentem sobre seus conhecimentos em outras línguas, especialmente inglês, a mais requisitada pelos recrutadores.De acordo com pesquisa realizada pela Trabalhando.com, mentir sobre a fluência em outros idiomas está entre uma das farsas mais comuns nos currículos.
Muitos profissionais mentem sobre o desempenho real na língua inglesa.
Realizado com 13 mil brasileiros que trabalham em multinacionais de vários segmentos, o teste mostrou a insuficiência do idioma até para o desenvolvimento de atividades corriqueiras como uma conversa por telefone ou vídeo conferência, muito comuns em empresas com sedes e filiais em outros países ou mesmo em negociações comerciais. Mas não basta apenas saber falar o inglês, é preciso desenvolver raciocínio, solucionar problemas, usar tecnologias.
Há muito tempo não é preciso sair do Brasil para sentir que essa falta de conhecimento e habilidade têm feito muita falta, principalmente dentro das empresas brasileiras e multinacionais que se instalaram no país. É cada vez maior a necessidade de se dominar o idioma inglês para ascender na carreira profissional, e o país precisa fazer muito ainda em favor da educação para que possamos atrair mais empregos do exterior e fortalecer mais nossa economia.
Como escolher o melhor curso?
Segundo Selma Fabbri, especialista em tradução e interpretação, tradutora, revisora e sócia-diretora da escola de idiomas Master Languages, há cinco critérios essenciais que devem ser levados em consideração neste momento.
O primeiro deles é qualidade da escola, que pode ser medida pelo índice de aprovação dos seus alunos em provas de certificação internacional. Esta é a prova mais concreta que existe.
O segundo ponto é o número de alunos por turma. "O ideal são grupos pequenos, de no máximo oito pessoas", explica. Ela afirma que grupos muito grandes resultam em desistência, pois o professor não consegue dar um acompanhamento particularizado e fica muito difícil conseguir uma homogeneidade adequada de nível.
Para Roselene Silva, sócia-diretora da mesma escola, a terceira dica é se atentar ao foco do curso. “Com exceção do nível básico, pelo qual todos têm que passar, é importante escolher um programa de estudos que tenha a ver com a necessidade do estudante. Se ele pretende utilizar o idioma para trabalhar, aulas voltadas para business são as mais indicadas, por exemplo. Se ele fizer um curso regular, certamente não estará bem preparado para o mercado”, afirma.
Para fechar, as especialistas dizem que o quinto critério a ser considerado é a forma de avaliação do curso. “Prova ao final do módulo não é, definitivamente, a melhor maneira de mensurar o conhecimento do aluno. É preciso um acompanhamento constante, aula a aula, para perceber se aquele estudante está aprendendo de fato, até para que haja uma readequação de nível, caso haja necessidade”, finaliza Roselene.
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