O perfil do consumidor brasileiro mudou e com ele também mudaram as estratégias das empresas, que começaram a enxergar oportunidades no direcionamento de produtos e serviços para esse novo cliente. Mas só isso não basta, De acordo com Emilio Augusto Vieira - Pitico, diretor de crédito e cobrança da Marisa, é preciso inovar, adaptar os modelos de análise de crédito a um mercado que é radicalmente diferente do quer era no passado.Hoje o crédito é indispensável para criação e circulação de riqueza. Segundo dados divulgados pelo Banco Central o estoque de crédito no Brasil cresceu 2,3% em dezembro do ano passado, representando 49,1% do Produto Interno Bruto (PIB). “Há alguns anos atrás, para classificar as classes sociais tínhamos uma pirâmide, agora não mais, pois a classe A aumentou e principalmente a classe C. Por isso, não dá mais para trabalhar com o conceito antigo, porque tudo que é velho não inova. E se as empresas insistirem em continuar com esse mesmo modelo, o problema de inadimplência irá aumentar”, acredita Pitico.
Para colocar em prática tais mudanças o executivo afirma que é preciso conhecer o seu cliente, para saber de que forma o modelo de negócio da empresa poderá ajudar esse consumidor. Além disso, é preciso agregar produtos de parceiros nos seus produtos para fidelização e o limite não pode ser baseado no score de cada cliente. “Antes de conceder o crédito precisamos saber qual o poder de pagamento dele, para depois oferecer algo que vá de acordo com seus anseios. Se fizermos isso teremos um resultado melhor e a redução de inadimplência será muito forte e ampla”, diz Pitico.
Mas para que a empresa obtenha ainda mais sucesso é preciso ir além. DE acordo com o executivo é essencial disponibilizar aos clientes todos os meios de pagamentos, seja para compra ou quitação de uma dívida; ter um software moderno que se enquadre ao modelo atual de negócio; e é fundamental capacitar a equipe de profissionais. “Seguindo essas dicas, o sucesso do negócio é garantido”, garante.










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