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Aumentar o crédito e diminuir os juros é a chave para a estabilidade

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No painel “Riscos e oportunidades nas operações de crédito para os próximos anos”, que aconteceu no segundo dia do Congresso Consumidor Moderno de Crédito, Cobrança e Meios de Pagamento (CCMCC), o doutor Alberto Borges Matias, professor da USP, Nicola Tingas, economista chefe da Acrefi e Luiz Rabi, economista chefe do Serasa Experian tiveram a oportunidade de discutir o cenário atual do crédito brasileiro, a razão da evolução atípica nos últimos anos e quais as perspectivas para o futuro.

 

Matias foi o primeiro a expor seu ponto de vista. “Se quisermos desenvolvimento econômico, teremos que dar crédito”. O professor explicou que a atual realidade de baixo crédito e altas taxas de juros tem que ser invertida para o crescimento econômico do País. “Se nós tomarmos a decisão de retrair o crédito, vamos causar a retração, também, do Brasil. Grande parte da miséria e pobreza está em nossas mãos”, alerta.

Já Rabi lançou o seguinte questionamento: Como repetir o mesmo desempenho dos últimos dois anos, sabendo que a confluência não será a mesma? “Do ponto de vista da sustentabilidade do crédito, a oferta tem que crescer na mesma proporção da capacidade de pagamento para manter a estabilidade”, explica o economista.

A forma como o governo pensa é muito importante, segundo Tingas. A primeira meta de crescimento de 5,1% até 2014, fim do governo Dilma, foi revista para algo em torno de 4,5%, mais palpável, segundo o economista, que se mantém otimista com as opiniões expressadas pela presidente.

Para que seja possível manter o crescimento econômico e atingir altas metas no PIB, o economista da Acrefi cita três passos a serem seguidos: Manter os esforços nas fronteiras institucionais, formar o consumidor consciente e enaltecer a excelência empresarial. “Mais do que educação financeira, temos que ter compromisso com a educação básica e profissionalizante. Incentivar o consumidor a pensar em um ciclo e não no momento. Saber pleitear uma taxa menor, por exemplo”, explica.

Matias acrescentou que atualmente 32% dos clientes Pessoa Física são inadimplentes por falta de instrução financeira. O que poderia ser muito rentável para as empresas, acaba se transformando em prejuízo. “Acredito que só sairemos do entrave de crédito e juros com uma crise”, provoca o professor.

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