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Burger King abandonará fornecedores de carnes que maltratam animais

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A rede de fast-food Burger King, dos Estados Unidos, decidiu que não irá mais comprar a carne dos fornecedores que mantêm as porcas espremidas em “celas de gestação” e as galinhas poedeiras (que põe ovos) em gaiolas apertadas.

O compromisso da empresa é adequar-se nos próximos cinco anos, ou seja, até 2017 a cadeia de suprimentos da rede nos EUA não terá relação com práticas de más condições na criação de animais.

"Por mais de uma década, a Burger King Corp demonstrou o compromisso de bem-estar animal e, através de nossos passos positivos de programa de responsabilidade corporativa, continuamos a alavancar nosso poder de compra para garantir o tratamento adequado e correto dos animais pelos nossos fornecedores", afirmou Jonathan Fitzpatrick, diretor de operações da empresa.

A preocupação quanto ao acondicionamento dos animais, em especial as galinhas e os porcos, faz parte de um conjunto de políticas de bem-estar animal visando reduzir o sofrimento e dando melhores condições de desenvolvimento.

"Essas mudanças de Burger King Corp vai melhorar a vida dos animais ​​e encorajar outras empresas a respeitar os princípios de proteção dos animais na sua cadeia de abastecimento", acredita Wayne Pacelle, o presidente e CEO da The Humane Society Internacional (HSI), dos EUA. A HSI é uma das maiores organizações de proteção animal do mundo.

Nas celas de gestação, geralmente, são colocadas as porcas grávidas em um espaço mínimo. Os proprietários as mantêm lá durante os quatro meses de gestação. Isso leva as porcas criadas a desenvolverem diversos problemas de saúde. Estima-se que cerca de 1,5 milhões de animais são mantidos nestas mesmas condições no Brasil.

Já as gaiolas das galinhas são superlotadas e feitas em estruturas de arame. Estas são chamadas de gaiolas em bateria. No Brasil, por exemplo, há mais de 70 milhões de galinhas vivendo neste mesmo confinamento. Elas sofrem com a perda de resistência óssea e fadiga de gaiola, um distúrbio que enfraquece o sistema esquelético, o que pode levar a fraturas, paralisia e até morte.

A empresa também está adotando políticas que incentivam seus vendedores e fornecedores a tratarem bem seus animais adequadamente e praticar uma pecuária mais responsável.

No ano passado, o Burger King ganhou um prêmio, da Humane Society dos EUA, em reconhecimento às práticas de bem-estar animal. Além disso, a empresa trabalha com associações da indústria, fornecedores, reguladores do governo e possui um Conselho Consultivo do Bem-Estar Animal para tomar decisões informadas sobre os seus padrões.

 

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