Aquecedores a gás são reprovados em teste
Proteste reprovou 10 das 12 marcas de aquecedores, divididas nas versões gás natural (GN) e gás liquefeito de petróleo (GLP).
O frio chegou e os aquecedores a gás estão em alta. Porém, muitos apresentam perigos à saúde e alguns deixam até vazar monóxido de carbono, o que pode ser fatal caso o ambiente não tenha ventilação eficiente. Essa é a conclusão do teste feito pela Proteste Associação de Consumidores em 12 produtos, 6 na versão gás natural (GN) e 6 que utilizam gás liquefeito de petróleo (GLP).
Os resultados assustam: apenas um produto de cada segmento não foi eliminado por problemas de segurança. Mesmo esses aquecedores tem falhas e precisam ser melhorados. Além da concentração de monóxido de carbono no ambiente, acima do permitido pelo regulamento, há problema de alta temperatura no corpo do equipamento e entorno do botão que regula o gás e a água, podendo provocar queimaduras no consumidor.
A Proteste encontrou também produtos irregulares no mercado, sem o selo obrigatório do Inmetro, e sem o manual de instrução. Além disso, dez dos 12 aquecedores acumulam mais monóxido de carbono do que o permitido no ambiente em que estão instalados ou em suas chaminés. O monóxido de carbono é um gás sem cheiro e sem cor, que se exposto por às pessoas por um tempo prolongado, pode provocar perda dos sentidos e levar à morte por asfixia. O aquecedor Sakura GLP, por exemplo, chegou a acumular seis vezes mais monóxido de carbono do que o recomendado no local onde foi instalado.
Os aquecedores Comfort (GN e GLP), por sua vez, não vêm com manual de instruções, que deve ser baixado do site do fabricante. A Proteste avalia que a entrega do manual junto com o prdouto é fundamental para o consumidor saber manuseá-lo, sem contar que nem todos os consumidores têm acesso à rede de computadores para imprimir o manual da internet. Outro problema com os produtos Comfort é que eles estão à venda irregularmente, sem a obrigatória Etiqueta de Conservação de Energia. Foram pedidas providências ao Inmetro, órgão regulador do produto.
Já os produtos Bosch só funcionaram durante cerca de 5 minutos, desligados pelo sensor que detecta alta concentração de CO. Isso ocorre porque a eliminação do CO pela chaminé não está sendo feita da maneira correta, acionando o sensor prematuramente, ou seja, o equipamento não foi construído para se adaptar ao tipo de chaminé obrigatória no Brasil. Também é perigoso haver alta concentração de monóxido de carbono nas chaminés dos equipamentos. Os aparelhos que precisam ser urgentemente corrigidos neste quesito são Sakura (GN e GLP), Bosch (GN e GLP) e Rinnai (GLP). O Sakura (GN) chegou a ter o dobro da concentração de CO permitida na chaminé.
As marcas e modelos testados foram: Sakura SH 1026 GLP - 0861BR012 e Sakura SH 1026 GN ; Comfort JSD 26 SUPER GLP - 0861BR004 e Comfort JSD26 GN; Lorenzetti LZ 2200 GLP - 0861BR008 e Lorenzetti LZ 2200 GN; Komeco 1800 S GLP - 0861BR006-2 e Komeco KO 1800S GN; Rinnai REU 157 BR GLP - 0861BR010 e Rinnai REU 157 BR GN; e Bosch GWH 325 B GLP - 0861BR002 e Bosch GWH 325 B GN. Os únicos produtos avaliados que não foram eliminados no quesito segurança foram os modelos Rinnai (GN) e Lorenzetti (GLP). O resultado completo do teste está disponível no site da Proteste.

Del.icio.us
Facebook
Google Bookmarks
Live
Yahoo Bookmarks
Technorati
Twitter



Aquecedor Bosch 325 GLP
Raquel
20.09.09