Você já deve ter lido que os servidores da Polícia Federal fizeram uma operação padrão na quinta-feira passada em Congonhas e Cumbica. Para quem não sabe, operação padrão nada mais é que seguir à risca as normas, nesse caso, de embarque nacional e internacional.
Seria perfeito se isso não significasse filas gigantescas - para que conhece Cumbica, a fila saia do embarque internacional e ia até a passarela que liga os terminais 1 e 2 - e uma espera de mais de uma hora para conseguir passar pelo raio-x e entrar na área de embarque. Ou seja, se não fosse pela boa vontade das companhias aéreas, muita gente poderia ter perdido o voo.
É claro que todo mundo tem o direito de entrar em greve e lutar por seus direitos, desde que isso não signifique atrapalhar a vida das demais pessoas. A operação padrão, por exemplo, foi para mostrar o descontentamento dos funcionários com a criação de um novo nível de carreira no organograma da Polícia Federal, o que poderia significar salários mais baixos.
Mas é sempre assim, os bancários fazem greve, e quem paga o pato? Os metroviários e motoristas de ônibus fazem greve, e quem paga o pato. Os lixeiros, carteiros, etc, etc, etc. Sempre quem sofre somos nós cidadãos e consumidores, que temos que aguentar tudo quietos, afinal, eles têm o direito de atrapalhar nossa vida e acabam conseguindo uma boa parcela do que querem.
E nós? O que queremos? Paz para irmos ao trabalho ou viajarmos, ou ainda para termos nossas ruas limpas e recebermos nossas cartas. Mas talvez seja pedir muito, afinal, "eles estão no direito".
Responsáveis por garantir a perenidade e a competividade, os aitvos estão na mira das empresas, como as reconhecidas pelo Prêmio Intangíveis Brasil
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